Bom Gente as noticias não são boas!
Sumi um pouco sim, pois na quarta 14/9 minha mãe começou a
nova quimioterapia, e voltou para casa com muitas reações, estranhei bastante,
mas e médica disse que ela teria mais reações.
Na quinta ela passou mais mal ainda e às 2 da manhã meu pai a
levou ao pronto-socorro, ela estava com a pressão em 16 por 9 e com dores
horríveis... Jamais vou esquecer a cena dela gritando de dor na cabeça...
Na manhã seguinte ela foi passear e estava até bem melhor,
mas a noite quando cheguei do trabalho ela estava passando mal novamente, me
veio uma luz não sei de onde a qual me fez ligar pra enfermeira de plantão que
o hospital disponibilizou para ela, quando relatei os sintomas que ela estava
vomitando demais, tinha muitas dores de cabeça e estava falando que nem uma
criança de dois anos a enfermeira pediu que a levássemos até o hospital.
Ela dormia quase como um anjo quando a acordei e disse que
íamos leva-la para o CAIO.
Ela ficou brava e disse: Porra eu to bem! Agora que consegui
dormi você me acorda?
Ameaçou me bater em mim e no meu pai e tals, mas foi mesmo
assim.
A caminho do hospital a pressão subiu novamente, e ela
passou à noite no hospital, no sábado como não tinha noticias dela e não
conseguia trabalhar fui passar o dia com ela no hospital, sai de lá as 21hrs e
nada de levar ela comigo.
Ela fez uma tomografia a qual só ficou pronta no domingo,
com o resultado de que ela estava com sequelas cerebrais.
Fui ao hospital novamente no domingo visita-la. No domingo
quando meu pai chegou em casa, ele chorava muito, pois minha mãe ainda estava
na emergência numa poltrona, foi quando prometi a ele que ia dar um jeito.
Na segunda de manha voltei ao hospital, e conversei com a Coordenadora
de enfermagem a qual conseguiu um lugar para eu dar banho na minha mãe e um
leito pra ela deitar.
O modo como minha mãe não aceitava ajuda pra tomar banho
mexeu demais comigo, coloquei-a num leito, pedi almoço pra ela e disse que só
iria embora quando meu pai chegasse, foi quando soube que ela teria que fazer
radioterapia na cabeça devido à lesão.
Mais tarde no mesmo dia meu pai me ligou quando eu estava no
trabalho, dizendo que minha mãe tinha tido uma convulsão cerebral a primeira de
muitas. Onde ela queria tirar a roupa e ir embora a qualquer custo, a primeira
opção foi dopa-la. Meu pai me ligou bem assustado, pois foi necessário 3
enfermeiros para segurá-la.
Deste dia em diante ela não poderia mais fica sozinha no
quarto, minha irmã passou a noite com ela e eu vim passar a manha com ela.
Foram às priores horas da minha vida. Minha mãe estava
dopada e mesmo assim quando tinha as convulsões cerebrais ela levantava e
tentava a qualquer custo tirar a roupa e ir embora. Ela batia, arranhava,
beliscava, queria ir embora a qualquer custo. Eu disse pra ela quer bate? Bate
mas dói mais em mim do que me você te ver assim. Agradeci demais a Deus que na
hora em que ela começou a se morder meu tio chegou, pois pra mim estava sendo
massacrante ver aquilo.
Minha mãe meu exemplo de vida a mulher guerreira que me
criou se mordendo, pois não conseguia falar. Era de mais pra mim, sai de lá e
desabei nos braços do meu pai, chorei mais que uma criança, pois a dor era
estrema, mas ele me pediu filha não desaba eu preciso de você. Foi ai que coloquei
a cabeça no lugar, e fui pra casa dormir.
Depois dai as coisas só pioraram. Minha mãe teve que ser
amarrada pelo seu próprio bem pois quando tinha as convulsões cerebrais estava
se batendo demais e estava ficando cheia de hematomas.
Um comentário:
Tah, não vou dizer que sei como está sendo dificil, pois nunca passei por isso, mas tenho noção que está sendo mais dificil do que eu posso imaginar ser.
Só posso dizer que peço a Deus que faça a coisa certa e que seja para o bem de todos.
Sempre tive um carinho muito grande por vc, vc é minha filhinha, então quando precisar, conta comigo.
Força!!
Amo vc!
Beijos
Thatá
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