domingo, 2 de outubro de 2011

2- Como minha vidinha normal se transformou nesta loucura? Cont...


Bom Gente as noticias não são boas!

Sumi um pouco sim, pois na quarta 14/9 minha mãe começou a nova quimioterapia, e voltou para casa com muitas reações, estranhei bastante, mas e médica disse que ela teria mais reações.
Na quinta ela passou mais mal ainda e às 2 da manhã meu pai a levou ao pronto-socorro, ela estava com a pressão em 16 por 9 e com dores horríveis... Jamais vou esquecer a cena dela gritando de dor na cabeça...
Na manhã seguinte ela foi passear e estava até bem melhor, mas a noite quando cheguei do trabalho ela estava passando mal novamente, me veio uma luz não sei de onde a qual me fez ligar pra enfermeira de plantão que o hospital disponibilizou para ela, quando relatei os sintomas que ela estava vomitando demais, tinha muitas dores de cabeça e estava falando que nem uma criança de dois anos a enfermeira pediu que a levássemos até o hospital.
Ela dormia quase como um anjo quando a acordei e disse que íamos leva-la para o CAIO.
Ela ficou brava e disse: Porra eu to bem! Agora que consegui dormi você me acorda?
Ameaçou me bater em mim e no meu pai e tals, mas foi mesmo assim.
A caminho do hospital a pressão subiu novamente, e ela passou à noite no hospital, no sábado como não tinha noticias dela e não conseguia trabalhar fui passar o dia com ela no hospital, sai de lá as 21hrs e nada de levar ela comigo.
Ela fez uma tomografia a qual só ficou pronta no domingo, com o resultado de que ela estava com sequelas cerebrais.
Fui ao hospital novamente no domingo visita-la. No domingo quando meu pai chegou em casa, ele chorava muito, pois minha mãe ainda estava na emergência numa poltrona, foi quando prometi a ele que ia dar um jeito.
Na segunda de manha voltei ao hospital, e conversei com a Coordenadora de enfermagem a qual conseguiu um lugar para eu dar banho na minha mãe e um leito pra ela deitar.
O modo como minha mãe não aceitava ajuda pra tomar banho mexeu demais comigo, coloquei-a num leito, pedi almoço pra ela e disse que só iria embora quando meu pai chegasse, foi quando soube que ela teria que fazer radioterapia na cabeça devido à lesão.
Mais tarde no mesmo dia meu pai me ligou quando eu estava no trabalho, dizendo que minha mãe tinha tido uma convulsão cerebral a primeira de muitas. Onde ela queria tirar a roupa e ir embora a qualquer custo, a primeira opção foi dopa-la. Meu pai me ligou bem assustado, pois foi necessário 3 enfermeiros para segurá-la.
Deste dia em diante ela não poderia mais fica sozinha no quarto, minha irmã passou a noite com ela e eu vim passar a manha com ela.
Foram às priores horas da minha vida. Minha mãe estava dopada e mesmo assim quando tinha as convulsões cerebrais ela levantava e tentava a qualquer custo tirar a roupa e ir embora. Ela batia, arranhava, beliscava, queria ir embora a qualquer custo. Eu disse pra ela quer bate? Bate mas dói mais em mim do que me você te ver assim. Agradeci demais a Deus que na hora em que ela começou a se morder meu tio chegou, pois pra mim estava sendo massacrante ver aquilo.
Minha mãe meu exemplo de vida a mulher guerreira que me criou se mordendo, pois não conseguia falar. Era de mais pra mim, sai de lá e desabei nos braços do meu pai, chorei mais que uma criança, pois a dor era estrema, mas ele me pediu filha não desaba eu preciso de você. Foi ai que coloquei a cabeça no lugar, e fui pra casa dormir.
Depois dai as coisas só pioraram. Minha mãe teve que ser amarrada pelo seu próprio bem pois quando tinha as convulsões cerebrais estava se batendo demais e estava ficando cheia de hematomas.






Um comentário:

Thais Sanches disse...

Tah, não vou dizer que sei como está sendo dificil, pois nunca passei por isso, mas tenho noção que está sendo mais dificil do que eu posso imaginar ser.
Só posso dizer que peço a Deus que faça a coisa certa e que seja para o bem de todos.
Sempre tive um carinho muito grande por vc, vc é minha filhinha, então quando precisar, conta comigo.
Força!!
Amo vc!
Beijos
Thatá